sábado, 10 de dezembro de 2011

Devorador de Mundos







P-0165 - Nave-Contato Terrânia - Kurt Brand - Publicado em 30/10/1964.
...Era a primeira vez que as sete naves exploradoras se encontravam nas proximidades do centro da Via Láctea. Não tinham demorado muito a chegar, mas estavam ali desde o dia em que um sistema solar catalogado sob o número EX-2115-485 fora destruído por bombas gravitacionais e atirado para o hiperespaço. Juntamente com esse sol desaparecera o gigantesco planeta Hércules e suas dezessete luas. O lugar em que se encontravam esses mundos estava vazio. Até mesmo a maior parte das radiações provocadas como um dos efeitos primários da explosão diminuíra a tal ponto que já não podia ser considerada um fenômeno significativo. Apesar disso as sete naves Explorer mantinham o setor sob controle. Em todas as naves as observações eram realizadas ininterruptamente, e constantemente se dirigiam à orbita em que até poucos dias atrás circulara o Hércules. Todos os esforços visavam à resposta a uma pergunta: a destruição do sistema também acarretou a do suprahet? Muitas das pessoas que se encontravam nas sete naves ainda não estavam em condições de imaginar que o gigantesco receptor conjugado fosse uma coisa viva. E tornava-se ainda mais difícil compreender que o molkex, uma substância praticamente indestrutível, pudesse ser uma manifestação de vida inativa do suprahet. Muita gente sentia calafrios diante da idéia de que há cerca de 1,2 milhões de anos o suprahet devorara totalmente gigantescos grupos estelares da Via Láctea. Há semanas a palavra “suprahet” soava constantemente aos ouvidos das pessoas que se encontravam a bordo das naves exploradoras. À medida que passavam os dias tornava-se cada vez mais evidente que o monstro gigantesco, que pertencia parte à quarta dimensão, parte à quinta dimensão, não só fora soprado do Universo einsteiniano para o hiperespaço, mas também sucumbira, ao cair da estrutura espaço-temporal normal, aos efeitos da supersaturação. Não eram apenas os terranos que se interessavam pela nova situação reinante nesse setor da Galáxia. O mesmo acontecia com os “benévolos”, donos das naves assimétricas. Nas naves exploradoras constatava-se constantemente que as mesmas estavam sendo localizadas, e sempre que isso acontecia, as mesmas retiravam-se para o semi-espaço, a fim de evitar qualquer ataque das naves de molkex. A operação transformou-se num enervante jogo de esconder, à medida que os “benévolos” concentravam um número cada vez maior de unidades nesse setor do espaço. Não se demorou a descobrir que os sócios dos vermes do pavor procuravam descobrir por que o planeta Hércules havia desaparecido.






Galactus


Galactus é o "Devorador de Mundos". Seus poderes são quase onipotente. Ele nomeou uma série de entidades como seus arautos, imbuindo-os com o Poder Cósmico. Ele usa a energia do núcleo dos planetas e de fontes do universo para se sustentar. Galactus é o único sobrevivente do universo que existia antes do Big Bang. Nascido há bilhões de anos no planeta Taa, um mundo paradisíaco, o mais avançado tecnologicamente em todo o universo. Ele era um cientista e descobriu que não só Taa, mas o próprio universo seria destruído, devido a aproximação do Big Bang. Os átomos do universo foram mudando e ele assistiu como civilizações morreram. Os moradores de Taa começaram a morrer de envenenamento por radiação e sua tecnologia não poderia ajuda-los. Convenceu algumas pessoas a voar com ele em uma nave até os limites do universo para tentar escapar ao caos, no entanto todos morreram e um ser cósmico que se autodenomina a consciência do universo lhe disse que ambos devem morrer para que um novo universo surgisse. Galactus junto com sua nave passou a fazer parte de um novo universo e se tornou imortal, vagando inerte por bilhões de anos no universo, até que os Watcher encontraram sua nave e o despertou. Galactus aprendeu a controlar seu novos poderes. Sua nave tornou-se uma câmara de incubação e Galactus ficou lá por várias centenas de anos. A nave entrou em órbita de Archeopia, e os moradores não se atreveram a perturba-lo. Durante uma guerra no espaço, sua nave foi alvo de tiros e Galactus foi despertado. Enfurecido e faminto, esta foi a primeira vez que Galactus alimentava-se da energia de um planeta. Ele olhou para os restos do planeta, e começou a reconstruir o mundo, levando milênios para terminá-lo. Quando concluído, ele era enorme, de modo que planetas orbitavam-lo como se fosse um sol. A nave mundo se tornou o lar de Galactus e ele o chamou Taa II. Galactus começou a se alimentar das energias de mundos desabitados, demorando séculos para se alimentar novamente. Com o passar do tempo sua fome cresceu e o tempo entre as sua alimentação ficou mais curtos. Há principio, Galactus sentia muita culpa por toda a destruição por ele causada, no entanto sabia que exercia esta função para o equilíbrio do universo.

Um comentário:

  1. Provavelmente existem várias formas de vida em nosso universo; não seria impossível imaginar uma criatura que se alimentasse de planetas ou sistemas solares inteiros, devido às suas necessidades imensas de energia. A ideia é fascinante e apavorante ao mesmo tempo.

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